quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Na linha do tempo

E todos os dias ela perguntava a Deus o por que disso tudo
E chorava, lembrava e se sentia sozinha
Com um vazio que parecia nunca poder ser preenchido.
(Ingrid Cardoso)



Primeiro eu estou na minha cama prestes a abrir os olhos e me perguntar: 
- O que farei com a luz do dia enquanto tento te fazer meu?
Eu sento e tomo meu café amargo junto com os meus erros, eles sempre estão comigo pela manhã. Eu me banho com esperança e saio de mãos dadas com a atitude pra tentar fazer um dia melhor.
Entre o tráfego e as visões comuns eu estou em direção as nuvens e observo vagarosamente enquanto a chuva fina se aproxima, questionando o modo como a gravidade agora me leva para baixo enquanto minha mente e os meus olhos permanecem fixados nas nuvens.
Com um olhar sereno observo coisas passando pela janela, nunca entendo o modo como as coisas que eu não me importo tanto, a minha rotina, volta todos os dias e todas as coisas que eu precisava que ficassem ou pelo menos voltasse todos os dias passam lentamente por mim e até hoje eu estou aqui sentada esperando com uma esperança morta que elas venham.
Eu estou no oceano que nos separa e todos os dias eu o seco, até conseguir achar sua fonte e matá-lo de uma vez, ultimamente tenho me afogado bastante nele e talvez hoje eu esteja cansada demais para secá-lo, então eu me encontro no fundo desse oceano com o pensamento em grandes momentos nunca vividos.
E agora eu estou com uma caneta na mão, olhando para uma folha e perguntando até quando eu escreverei coisas ocultas sobre você, até quando eu farei canções de amor para ninguém e até quando vou pedir: 
- Por favor, minta pra mim e diga que ele está junto comigo.

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