domingo, 1 de agosto de 2010

O Vento



Hoje eu comecei a pensar vagarosamente sobre o vento, no que ele é pra nós, o que é pra si mesmo, o que nos trás e o que nos leva, pensei tanto que acabei caindo entorpecida em pensamentos.
Pesquisei um pouco, li algumas coisas sobre o vento e o que achei mais interessante é um trecho que diz: “Existem vários fatores que podem influenciar na formação do vento, fazendo com que este possa ser mais forte (ventania) ou suave (brisa)”. Levando isso para um contexto pessoal, qual tipo de vento seríamos. Uma ventania ou uma leve e suave brisa?
Todas as pessoas têm problemas, é óbvio, isso não seria uma influência para sermos uma ventania, porém ninguém poderia ser uma ventania sem motivos ou oca. Se levarmos para a realidade a ventania sempre carrega algo que pode ser do frio e da poeira até uma doença. Isso me faz pensar que uma ventania pode trazer de sofrimentos e ilusões até raiva e vingança, pode ser uma ventania triste, porém sem danos, como também pode ser uma ventania pesada onde carrega coisas que nos cortam e poeiras que nos cegam. A ventania pode não só carregar como também deixar coisas pelo caminho como sonhos mortos, esperanças perdidas e histórias de pura ilusão.
Uma brisa. Ah...uma brisa é a calma, a felicidade silenciosa, a paz. Com uma brisa podemos sentir o quão bom e agradável é o que vem pela frente, às vezes essa brisa pode trazer um pouco de decepções e ilusões, mas ela é segura o bastante pra não deixar cair pelo caminho os sonhos, a esperança e principalmente a determinação de passar por vários rostos até chegar ao seu percurso final e parar no rosto de quem procurou a vida toda ou então correr para o mar e nem triste, nem feliz, mas sim aliviada morrer junto com o pôr-do-sol.
Hoje eu tive um sonho que me levou a escrever isso tudo e pensar no que sou uma ventania ou uma brisa, ainda não descobri, mas não vou desisti de tentar.
Eu sonhei que te via tão perto e me assustei por você não notar, então pensei: Já não significo nada pra você. Porém comecei a perceber que o motivo não era esse, pois você sorria e parecia aliviado, mas eu ainda não entendia porque você não fugia como sempre, nem olhava pra mim com aquele rosto de pena e desprezo. Foi quando eu olhei em volta e percebi que eu era o vento que te rodeava, não fiquei feliz nem triste, apenas conformada já que o único jeito de te tocar e você me sentir era sendo o vento que te acaricia e que você respira, só desse jeito além de te tocar eu podia alcançar seu coração.

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