quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Dreaming

Eu precisava de um abraço pra afugentar o frio,
e todos os meus medos.
E lá estava você, com tudo que eu precisava,
um abraço-agasalho.
(Taila – ‘Modificado’)


Ao pensar em escrever lembrei-me de pegar algo pra comer e uma coca bem gelada pra esfriar os pensamentos como de costume, mas mudei de idéia, minhas lembranças já bastam para escrever tudo que preciso.
E quem poderia imaginar que um dia a solidão de uma borboleta traria seu vôo mais lindo, que o pássaro mais triste iria cantar a inspiração de uma sinfonia, quem imaginaria que eu fosse me achar perdida nos acordes de uma música suave que tocava ao longe em um violão velho que quase ninguém queria mais usar.
Eu disse que iria me jogar nessa enorme indecisão de viver uma vida incerta.
Não me arrependi.
Eu vi olhares mais acesos e senti o frio como ele realmente é, a ponto de congelar meus pulmões por alguns segundos e me trazer de volta a vida novamente.
E pesadas asas ficaram mais leves, eu esqueci o mundo que conheci, provei o céu e me senti viva novamente. Todas aquelas coisas que deixei pra traz e remexiam minha mente, agora está tudo curado dentro de mim.
Eu aprendi a voar nos lugares mais altos sem tirar os pés do chão, eu sabia que algo estava me motivando a ser feliz e apenas agradecia a Deus sem muito entender, eu sorria sem motivo...
Eu olhava para a janela com esperança e ainda esperava um sonho se infiltrar, porém algo me motivava a sair daquele lugar, tomar o sereno da noite, o vento da manhã, me arriscar e fluir pra onde o sofrimento seja lento demais pra me alcançar.
Então eu fui embora.
Eu encontrei repouso em novas maneiras, esperei uma tarde inteira para saber que não tinha saído do meu quarto em vão, foi ai então que me deparei com um sorriso e um abraço em um frio acompanhado de vozes e carros.
Eu assisti a noite ficar cinza, não conseguia achar músicas para descrever aquele momento e novamente eu precisava de alguém pra sussurrar baixinho, de repente...para onde foram minhas atenções?
-Hã?
-Desculpe, não ouvi o que você disse.
Alguém me perguntou onde eu estava com a cabeça e eu respondi: Será que ela já passou das nuvens!? Ou está perdida em cima do meu corpo!?
Nunca pensei que fosse possível fazer momentos ou dias como os de filmes, mas eu estava lá e gravei tudo. Embora eu não durma há dois dias, uma nostalgia fria me arrepia até os ossos e talvez eu queira ter ficado ali com você, mas eu preciso acordar e dizer ao mundo real que ainda estou viva e que vão ter que aturar meu sorriso bobo por muito mais tempo.
Vou sentir falta dos seus braços a minha volta, mas irei sentar na varanda a noite toda, mergulhado fundo em pensamentos, porque quando eu penso em você eu não me sinto tão sozinha.
Então fica combinado assim, logo menos eu durmo novamente pra sonhar e espero que você esteja lá com apenas um sorriso e um abraço agasalho.

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