sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Entre a confusão das minhas canções




“Passo horas falando pra ficar muda de repente,
Passo toda a segurança do mundo pra me derrubar em medos bobos.”

Sabe quando o céu está azul demais e não combina com sua expressão triste e confusa;
Ou quando o pôr-do-sol está tão belo e profundo que você não consegue evitar aquele sorrisinho de beira de boca, sem motivo...
Pois é, difícil explicar como consigo achar coisas belas no meio da minha confusão.
Eu nunca fui muito organizada em relação a coisas pessoais, meu quarto nunca permanece arrumado, minhas roupas sempre ficam bagunçadas quando estou com pressa e eu sou tão relaxada comigo mesma quando fico o dia inteiro em casa. Eu tomo banho, mas nunca tiro a roupa de dormir; Eu vou para as nuvens, mas nunca saio da frente do meu notebook.
Quantas e quantas vezes alguém já me disse:
- Por ai não, você vai se machucar!
Mas eu sempre achava tudo inferior ao meu jeito de ver as coisas, ninguém era alto o bastante pra saber. E por eu estar sempre “alto” demais, minhas quedas eram grandes e realmente machucava muito.
Eu nunca aprendi.
Eu nunca cobrei a confiança das pessoas em mim, até por que... Nem eu confio muito em mim, mas sou confiável, “gente boa” como diz por ai. Os estragos que eu faço afetam tão e somente a mim mesma. Ultimamente eu não consigo confiar em mim nem pra olhar no espelho, estou sendo sincera demais comigo mesma e não sei de nenhuma solução para resolver meus problemas.
Eu não tenho medo de chorar, posso apenas deixar as lágrimas caírem por horas e sentir a dor rasgar mais um pouquinho o peito, mas ultimamente eu aprendi que sofrer está meio fora de moda, então eu invento um motivo bem idiota pra rir e depois disso apenas vejo o dia passar como se estivesse entorpecida, anestesiada, dopada....que seja!
A verdade é que eu não tenho muita paciência comigo mesma, eu me cobro demais e nada sai certo ou perfeito, eu choro muito e depois de um tempo me sinto uma idiota chorona, se eu estou sorrindo demais me sinto uma boba, eu brigo comigo por ações feitas, chego a ser falsa comigo dizendo que está tudo bem e que amanhã algo pode salvar o dia.
No final das contas eu sou confusa e não sei bem o que ou quem sou, só sei que vivo...Sempre tentando ser melhor , perco horas criando um personagem tão incrível e chamativo em minha mente, que às vezes preciso de um beliscão pra voltar a realidade e ver no espelho que eu não sou quem imagino e quero ser. Mas minhas imaginações são tão perfeitas como folhas de revista em quadrinhos que na maioria das vezes prefiro ficar nelas que viver a realidade e me decepcionar sempre ao final de um novo dia.
Eu sou uma máquina perfeita por fora, cheia de curtos circuitos por dentro.

Um comentário: