domingo, 28 de agosto de 2011

Find me



Encontre-me, aqui em seus braços
Agora eu estou desejando saber onde você sempre esteve
Cegamente, eu vim a você
Sabendo que você respiraria uma vida nova de dentro 

Eu viajava sempre pela tarde ao pôr-do-sol adorava o tom amarelado em que o quarto ficava, olhava para a cortina transparente fechada e como era lindo ver os lentos raios de sol adentrando e os pássaros cortando-os sutilmente, chegava perto de você com meu casaco azul marinho e já não via mais o sol do Rio de Janeiro, agora tudo se transformara em neve com leves raios de sol tão fracos que nem esquentavam apenas desenhavam seu rosto tão contente por me ver, eu sempre sorria e te abraçava como se seu corpo estivesse escondendo os raios quentes do sol e você brincava comigo como se já nos conhecêssemos desde criança. Você cantava pra mim com seu violão marrom sempre sentado ao meu lado, aquelas músicas mexiam tanto com meu coração que chegava a doer um pouco, eu me sentia tão em paz, feliz e apaixonada talvez, parecia não precisar mais de nada e poderia ficar dias ali sem ao menos comer ou dormir. Você morria de rir das minhas gírias e do meu sotaque, quando tentava me ensinar seu sotaque eu me enrolava toda e ficava cheia de vergonha, era uma péssima e engraçada aluna, nos divertíamos tanto.
Quando a noite começava a ficar muito fria você me levava até o portão de sua casa e se despedia com beijos tão doces que eu poderia ate acreditar, abraços que parecia agasalho e dizia coisas com sua voz perfeita que pareciam sair de filmes românticos. Então eu voltava e quando olhava pra janela os raios de sol não tinham mais forças para adentrar, o sol já estava pela metade sumindo atrás dos prédios e os pássaros corriam para seus ninhos esperar mais uma noite passar.
Quando eu realizava meu rosto se entristecia, pois eram milhas de distância para chegar ao seu rosto e perceber que tudo não passa de um instante de imaginação na minha cabeça, é ruim viajar pra tão longe e saber que eu não movi um músculo sequer, saber que o tempo todo era os meus olhos parados fixamente e por um instante fechados. Uma fotografia, isso que te tornava tão real em minha mente inocentemente iludida e um telefonema era o que fazia a sua voz parecer presente sempre mais perto, mas nunca fora da minha cabeça.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Um Minuto



“Hoje à noite eu conto cada passo que dou por horas em círculos,
Porque não existe nada como o silêncio da madrugada para explicar o que eu sinto!”


 Eu nunca quis cair sem ter a certeza que alguém estaria lá embaixo para me segurar, vivo olhando pra os lados, com os ombros baixos e um suspiro que sussurra “um dia dará tudo certo?”
Eu não sei.
Já tentei mudar o pensamento várias vezes e para ser sincera eu tento mudar os meus erros todos os dias, mas nada muda no final eu sempre pareço a mesma bolha de arrependimentos.
Eu tenho medos tão fúteis que parecem tão grandes para caírem, sempre penso em superá-los como nos games que eu consigo ganhar, mas nada funciona.
Então eu espero nada mais resta além de tentar, pensar, mudar e esperar.

sábado, 12 de março de 2011

Leave it Alone



E nas entrelinhas dos meus versos sempre haverá uma lágrima presa,
Um ciúme bobo, palavras não ditas,
O meu medo e a minha insegurança...
E a paixão involuntária pelo meu orgulho.
(Ingrid Cardoso)

Não pense na vida como de ela fosse a pior do mundo;
Não pense no passado como se ele pudesse voltar, é perder tempo;
Não pense nos momentos em que você deixou de sorrir para chorar por alguém, esse alguém estava sorrindo e sorri até hoje sem pensar em você;
Não pense nos sonhos que você matou, eles não irão se levantar;
Não pense nos dias de sol que eu sempre esperei por um sonho se infiltrar em minha janela;
Não pense nas horas que você dedicou imaginando cenas e momentos com um toque de realidade perfeito, mas você sempre abre os olhos e vê que é ilusão;
Não pense nos seus olhos claros e marcantes;
Não pense no seu abraço-agasalho que me faz esquecer o mundo que vive inventando formas para me iludir;
Não pense nas palavras que ele nunca disse, mas que acreditamos cegamente;
Esqueça... Todas as palavras tolas que eu procurei para te esquecer por um simples orgulho;
Lembre-se apenas dos meus olhos certos que berram milhares de palavras trancadas nos meus lábios;
Não se lembre de pensar em nada, lembre-se apenas de não se esquecer de me amar.